Verão no IMPA


Olá, Reader, como foi o final de semana?

A edição 174 do Boletim AM está no ar!

IMPA é um acrônimo para Instituto de Matemática Pura e Aplicada. Para quem, por acaso nunca ouviu falar, ele é um OS, uma organização social vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação e ao Ministério da Educação.

O fato de ser uma OS lhe dar alguns graus de liberdade maiores (bem maiores) do que ser uma autarquia como faculdades federais, por exemplo.

O IMPA tem procedimentos um pouco menos burocráticos, por exemplo, para receber doações de ex-alunos e de abastados em geral.

Além disso, o jeito que o instituto foi criado o deixou extremamente exposto ao intercâmbio de estudantes e professores de todos os cantos do mundo, fazendo com que tenha se tornado desde o início um centro de excelência no ensino e principalmente na pesquisa em matemática pura e aplicada.

Sua localização, em particular, é um convite a "estudos mais elevados". Fica situado ao final de uma subida íngrime, próximo ao jardim botânico, aqui no Rio de Janeiro.

Fiz esse prólogo todo para o leitor não familiarizado com o local porque acho importante divulgar o instituto.

É, de fato, um dos melhores centros de matemática do país e quiça um dos melhores do mundo, principalmente em determinados temas de pesquisa, como o de sistemas dinâmicos.

A atmosfera do instituto é maravilhosa, com auditórios e salas novíssimas, fruto de recursos privados que são rotineiramente investidos por lá.

Tradicionalmente, o IMPA oferece cursos de pós-graduação na sua sede e oferece um "programa de verão", com acesso a alunos e visitantes a aulas de iniciação científica, mestrado e doutorado.

Nesse 2026, como parte de um processo longo que venho fazendo para voltar à academia, estou fazendo a matéria de Machine Learning do Mestrado.

Apesar de já dar aula do tema há mais de 10 anos, sempre é possível aprender um pouquinho mais sobre qualquer assunto.

E nesse caso específico, as aulas do IMPA nesse tema são extremamente interessantes porque juntam duas coisas que adoro: rigor na demonstração de teoremas estatísticos, bem como ilustração prática através de exemplos e códigos em python.

Além disso, tem sido uma experiência interessante voltar às salas de aula de forma presencial, tendo contato com crianças de 12 a 15 anos, que já são medalhistas de matemática.

O ambiente acadêmico do IMPA é bastante enriquecedor e meio que estimula e motiva você a estudar de um jeito não convencional, i.e., você realmente se sente apaixonado pelo tema.

Resolvi escrever isso por aqui justamente por isso, aliás.

Não acho que você precise fazer um curso de ML com o nível de matemática oferecido pelo IMPA ou por outras instituições.

Dá para fazer um curso de Machine Learning "normal" e dominar o assunto de forma bastante honesta.

Mas o ponto aqui é a paixão: qual foi a última vez que você se propôs fazer algo simplesmente porque é algo que desperta paixão em você?

Já há algum tempo bato na tecla que você deveria ter alguma outra motivação que não apenas dinheiro para estudar análise de dados.

E isso está fortemente correlacionado com os alunos que de fato conseguem avançar nos estudos em dados.

Antes de pensar em emprego, empresa, mercado de trabalho, etc, talvez você precise nesse início de janeiro pensar:

Eu gosto de fazer análises de dados?

Se você gosta de verdade, é provável que se sinta a vontade em encontrar evidencias e dados para os problemas do dia a dia.

Se não gosta, provavelmente você não gosta de ficar coletando e tratando bases de dados. Ou pior, prefere que aquele seu estagiário faça o "trabalho sujo".

Pense nisso!


Um abraço,
Vítor Wilher — Análise Macro
A verdade está nos dados

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