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A edição 178 do Boletim AM está no ar! Olá, Reader, como foi a semana por aí? Por aqui, comecei a ler Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI, da jornalista Karen Hao. Ainda estou no início, mas a proposta do livro de falar sobre os bastidores da empresa que moveu o mercado de IA nos últimos anos é bem interessante. Hao tem um estilo de escrita que te prende às estórias e deixa um gosto de "quero mais" a cada capítulo. Com as chuvas de verão no radar, vai ser um bom companheiro das manhãs de janeiro. E já que é janeiro, nossas publicações voltaram com tudo por aqui. Destaque para o exercício Como medir o Ciclo das Concessões de Crédito usando Python. A ideia do exercício é fazer uma análise quantitativa da relação entre o ciclo de concessões de crédito, a atividade econômica e a política monetária no Brasil. Para isso, o estudo aplica técnicas de decomposição de séries temporais (X13-ARIMA e Filtro HP) para isolar os componentes cíclicos dos dados. Os resultados da modelagem econométrica sugerem a pró ciclicidade do crédito em relação ao hiato do produto e sua sensibilidade às variações no hiato da taxa de juros real. O acesso ao exercício pode ser feito aqui, para alunos black e formações. Todo domingo, vou trazer um estudo especial que fizemos por aqui para você praticar ao longo da semana. Essa é, afinal, a maneira mais interessante de se aperfeiçoar em análise de dados e programação. Por isso, fazemos tanta questão em manter a agenda de publicações ativas. Além disso, para todos que ainda estão no início da jornada, é uma motivação para seguir, dado que à medida que avançam, terão cada vez mais facilidade para reproduzir os nossos exercícios. E o Banco Central, hein? No apagar das luzes do ano passado, enquanto a maioria de vocês estava comendo rabanadas e tomando vinho, a autoridade monetária tupiniquim publicou sua "carta de intenções acadêmicas" para o período de 2026 a 2029. No que tange à macroeconomia, ele vê como pontos relevantes: - Desenvolvimento e sistematização de bases de dados mais granulares, na tentativa de capturar o que ocorre a nível do indivíduo e não apenas em termos agregados; - Uso de tecnologia de ponta para coleta, tratamento e análise de dados estruturados e, notadamente, não estruturados de modo a identificar corretamente os efeitos da política econômica. Sobre esse ponto, destaque para uso de código aberto como R e Python, o que aumenta a transparência e o sentido de colaboração com a comunidade acadêmica; - Aprofundamento de modelagem que associe justamente a heterogeneidade dos agentes com a agregação da economia. Apesar de não dar maiores detalhes ou referências para os pontos, vejo como avanço ele criar esse tipo de ritual com a comunidade acadêmica. Afinal, é importante saber o que pensa uma das instituições mais importantes dentro da macroeconomia de um país. Minha crítica aqui é que 27 anos depois de ter sido publicado o primeiro resquício de modelagem na instituição, ainda tenhamos pouca transparência quanto ao que realmente é utilizado nas suas projeções. Por exemplo, quando o Banco Central divulga sua estimativa para o hiato do produto, qual exatamente são os dados utilizados? Creio que ainda falta (muita) documentação de suas ações nessa área. Também falta divulgar as bases de dados usadas, as transformações que são feitas e, claro, os códigos dos modelos. Se a agenda proposta é, de fato, "crível", tudo o que esperamos é alguma transparência, não é mesmo? Mas aqui entre nós, já chegamos ao final de janeiro e você começou o que prometeu na virada ou ainda tá no modo enrolação? Essa semana conversei com um amigo de longa data sobre "organização do tempo". Como tenho muitos mentorados que têm dificuldades de se organizar, passou a ser um tema de reflexão. Afinal, agenda cheia hoje em dia é meio que o padrão. Pessoalmente, gosto de dividir o meu dia em três blocos: Saúde, presente e futuro. Dedico horas do meu dia para cuidar da minha saúde física e mental, para o meu sustento (o presente) e o sustento do meu eu do futuro. Há semanas que são mais cheias do que outras, então, pode ser que um bloco "roube" horas dos outros blocos. Mas não deixo que isso seja uma rotina, apenas um "desequilíbrio" momentâneo. O importante é estar atento e vigilante ao que realmente é importante para você e para as coisas que vão garantir ou definir o seu futuro. É o que oriento e falo para os meus alunos: uma horinha do seu dia não é assim tão impossível, não é? Basicamente, é questão de prioridade e isso só você pode decidir. Então, se ainda não colocou em prática o que se prometeu no final do ano, tudo bem, amanhã é outro dia. E hoje, o melhor dia para planejar a semana. Perdeu alguma edição anterior do Boletim AM? Sem problemas. Leia as edições anteriores tocando aqui |
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A edição 179 do Boletim AM está no ar! Olá, Reader, como foi a semana por aí? Por aqui, sigo lendo o Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI, da jornalista Karen Hao. Sam Altman superou a tentativa de "golpe" do início do livro e segue sendo o CEO da OpenAI, na sua saga para construir um IA Geral que beneficie a humanidade. Hao nesse momento está dando um "passo atrás" para contar como a OpenAI foi criada, as conversas entre Musk e Altman e a estória do protagonista do...
O verão segue intenso por aqui, Reader. As aulas no IMPA estão divertidas e ir para lá tem sido revigorante. Na Análise Macro, estamos em ritmo um tanto quanto frenético de produção. Reuniões com o time que cria, com o time que divulga e, claro, com o pessoal que vende seguem intensas. Também voltaram as reuniões com vocês, alunos, após algumas semanas de folga. E, claro, não pode faltar a ida à academia, para cuidar dos quilos conquistados em dezembro. As temperaturas seguem alguns desvios...
Qual foi o último livro que você leu até o final, Reader? Eu começo: Coisa de rico, a vida dos endinheirados brasileiros, uma delícia de leitura do Michel Alcoforado. É um daqueles livros que você lê em um tiro só, de tão gostosa que é a leitura. Recomendo, inclusive, fortemente, se você quer entender o Brasil do ponto de vista de cima da pirâmide. Mas o livro do Michel, em si, não é o assunto desse e-mail (especial), mas a pergunta que te fiz. E por que pergunto isso? Bom, primeiro porque...